PROPONENTE - PATRIMÔNIO VISTO DE CIMA

Compreendendo que o patrimônio nos acompanha o ser desde o momento em que nascemos até a morte, e refletindo sobre a presença de um bem cultural numa cidade e a construção dos discursos que se materializam entorno de sentidos.

Os edifícios e esculturas que estão alocadas em pontos estratégicas na cidade. É como nos traz Lynch (2011) “a cada instante, há mais do que o olho pode ver, mais do que o ouvido pode perceber, um cenário ou uma paisagem esperando para serem explorados”. (p.1). O que reitera essa necessidade do discurso da cidade tão bem localizado, nenhuma escultura está alocada sem que o entorno não conduza a uma lembrança ou a uma experiência.

Quando refletimos acerca do patrimônio cultural de Navegantes, há uma grande demanda e as discussões estão sempre em construção, neste projeto proponho registrar por meio de um documentário os patrimônios já tombados no município e analisar aqueles que tem um potencial a serem tombados ou registrados.

Entretanto o diferencial da construção deste documentário será a tomada de imagens para a construção do vídeo. Pretendo utilizar um drone para captar imagens dos imóveis já tombados e seu entorno, entretanto também há a possibilidade de serem realizados registros fotográficos caso haja a impossibilidade de realizar as tomadas de imagem pelo alto.

Também busco nesse projeto suscitar o olhar para novos patrimônios da cidade, enquadrando os mesmos nas categorias de patrimônio natural, imaterial, artístico e material.

Dado o impeditivo por conta da Covid 19, o intuito de percorrer os patrimônios da cidade é buscar na geografia afetiva o ato de caminhar, entretanto essa caminhada se dará por meio visual, segundo Edith Derdyk (2017) a caminhada é uma “necessidade atávica e funcional, constitutivo da formação do homo faber/homo ludens, fundamental para a constituição da subjetividade de todo o percurso civilizatório – desde as primeiras migrações nas eras arcaicas até a formação dos núcleos urbanos contemporâneos”.

O que torna a cidade habitável não é tanto sua transparência utilitária e tecnocrática, mas antes a opaca ambivalência de suas estranhezas. O imaginário urbano, em primeiro lugar, são as coisas que o soletram. São objetos, atores que por sua estranheza muda e sua existência subtraída da atualidade, gera relatos e permite agir. Quando pensamos os patrimônios e as cidades, há a necessidade de refletir que são, por natureza, lugares que estão em constante movimento, temos acompanhado diariamente transformações de várias ordens a gentrificação, a especulação imobiliária, ações que muitas vezes alteram o caráter público do espaço urbano, transformando-o em local de exploração financeira e impedindo a construção de locais de encontro, convivência coletiva e pública.

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